Quando cheguei no lava-rápido, tinha um cara que eu imagino que tivesse aproximadamente 40 anos, chegou num carrão, de terno e gravata, e parecia que tinha ido pagar a lavagem do carro de outra pessoa, não entendi se era o filho dele ou o irmão.
O diálogo, se é que se pode chamar isso de diálogo, se deu entre o dito cujo e o menino que ajuda na lavagem, pois o dono do estabelecimento não se encontrava no local.
Cliente: - Êpa, que amassado é esse aqui na traseira?
Menino que lava os carros: - sei disso aí não.
Cliente: - Isso aqui não tava desse jeito.
Menino que lava os carros: - Claro que tava, não aconteceu nada aqui não.
(homem surtado ligando pro dono do carro: “ooow fulano, tem um amassado aqui na traseira, já tava assim? O que?? não tava?”) – ô moleque, não tinha esse amassado aqui antes não!
Menino que lava os carros: “véi, não foi a gente que fez isso não”
Cliente: você sabe com quem você ta falando? Que “véi” o quê! Você vai ver só!! (e mais vários palavrões que graças a Deus eu não vou conseguir me lembrar agora)
Menino que lava carros começa a ficar nervoso e vai pros fundos.
Eu vou atrás do outro menino, pago a lavagem do meu carro e saio, não gosto de ver esse tipo de briga.

Fiquei pensando. Tem gente que acha que pode tudo: pode ser mal educado, pode ser estúpido, pode xingar as pessoas, pode sacar um revolver na cara de um menino pobre. Só porque é delegado da receita federal. E depois de ver que errou, ainda sair sem pedir desculpas. Isso só acontece no meu país?